Pôr de novo os olhos no coração. Ver como a saudade faz a ferida comum. Doer por saber que se olha mas nada se diz. Doer por ver felicidade em todo o lado e nada ser dado para estarmos felizes também. Doer as mãos de tocar sem que o corpo o agradeça. Querer ao lado, com boas maneiras, sem cansaço no peito, para não saber como falar, nem saber como mudar a cabeça.
É difícil recordar o bom e o mau. Mas também precisamos do mau nas nossas memórias. Precisamos conhecer os caminhos e as explosões do inferno. Saber o que nos faz separar e gostar que nunca nos tivesse sido prometido o mundo. Porque, no fim, não importa. É essencial conhecer um, para no devido momento, saber reconhecer o outro.
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