segunda-feira, 24 de julho de 2017

A Visão de uma Vivência


Gostava de poder não julgar o mundo por todos os erros, por todas as falhas e desistências. Mas não consigo. É tão triste ver a derrota simulada de quem só quer vencer, a apatia e a fraqueza acumulada de seres que nem sequer exploram o conhecido das suas motivações. Basta querer. Não querer que o terrível abale as nossas vidas e consuma nossa alegria e deixar o estupendo florescer.
Só desejaria que as pessoas conseguissem entender esta minha simples visão dos factos, que mesmo com um caminho repleto de fendas, há como não cair. Mas não é esta a visão. O caminho não são fendas pelas quais passamos mas sim flores que pisamos. Limitamo-nos a pisar as flores que surgem no nosso caminho, flores que podem ser colhidas e aproveitadas.
Continuam a pensar que a vida é má, mas não é para isso que cá andamos. Podemos viver mal, pode acontecer algo negativo, mas pelo menos uma vez, num momento qualquer, podemos dignificar a nossa alma, deixar florescer, colher uma flor... e ser felizes.

sábado, 15 de julho de 2017

As Lutas do Amor


Todos os dias vestimos os calções largos e as luvas de boxe. E todos os dias procuramos entrar naquele ringue quadrado onde lutamos pelo grande prémio: a pessoa que nos aquece o coração. Não, o amor não é um simples organizador de eventos esporádicos. A verdade é que todos os dias ele nos coloca como cabeça de cartaz, ao mesmo tempo que nos coloca também a cabeça a prémio no evento principal. E lá vamos nós, derrotando adversário a adversário, com gestos, com palavras... cada um à sua maneira.
A verdade é que a memória do amor mistura-se, e é nos pedido que o conquistemos diariamente. A verdade é que tendo o tempo tanto tempo quanto o tempo tem, o amor não precisa dele. E deixa de ser diário, passa a ser momentâneo. Assente em vários pequenos fragmentos de tempo lutadores. Então, deixa de haver uma exigente luta por alguém. A luta não vem antes, nem depois. a luta não existe. Faz parte e mistura-se.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Back & Forth

Eu amei-te. De uma forma frágil. Suscetível ao toque ou às tuas palavras que caem no chão como pedaços de vidro que nos doem no peito pelo simples barulho que fazem. Amei-te, assim, desmazeladamente, inconscientemente, ao sabor do vento e ao ritmo das batidas de um coração perdido e magoado nas entranhas do teu corpo. Ao florescer de um desejo que me arrepia o corpo e me deixa sem forças. Amei-te. Amei-te demais, até. Como sempre te amei. Amei-te sempre em demasia. E tu vinhas e ias e voltavas. E eu, parvo por te amar demais, deixava.