
Não sei se venci ou se fui vencido...
Não recebi notas ou medalhas, não levei pontos ou suturas...
Ouro e pedras, guardo-os misturados num único espaço.
Vitórias e derrotas são simples sensações, não há coroas, não há chicotes...
Não sei se limei arestas ou se me cortei nelas...
Como num labirinto, não sei se abri portas ou se simplesmente as destranquei para que outros as pudessem abrir...
Não sei se percorri todos os espaços, ou se me acomodei num deles à espera de ser encontrado...
Não sei se me senti abandonado, ou se me senti amparado...
Não faço ideia se são certas as direcções, ou se me perdi em coordenadas.
Ao fazer escolhas, vejo bolhas de sabão... Um regalo para os olhos, mas apenas encantos que focam o fora e esquecem o dentro...
Nunca soube definir o tudo, nem sequer o nada...