És, assustadoramente, controladora do meu estado de espírito, da maneira como eu vejo a vida e do que quero fazer com ela. Podia até dizer que representas as minhas pilhas, mas não gosto de pensar assim. As pilhas acabam e portanto tu acabarias também. Quando tu acabas eu acabo também. Bem pior que tu. Morro devagarinho, contigo no meu olhar, com a tua expressão de desprezo que me mata. Agora és, irreversivelmente, dona de mim e sim, podes renegar tal poder, mas a que custo? A custo da minha morte lenta? Entreguei-me, no sentido mais amplo e comprometedor da palavra e, apesar de tudo, não me arrependo da minha decisão. Digo eu, com a minha pouca experiência, que momentos maus existem, mas que não têm de durar para sempre. Pelos menos no amor é assim. Resta saber se nós somos amor.