Julgava que vivíamos todos os dias para poder sentir emoção sobre as sete camadas de pele que temos no corpo, para a adrenalina fazer fervilhar o nosso sangue e palpitar o coração ao estilo de um ataque cardíaco.
Em vez disso, por vezes, surgem do nada as quedas, as ilusões, as palavras desmotivadoras que espetam mais que facas acabadas de afiar, que nos fazem despertar a dor.
E, quando já nada importa, parece que a vida deixa de fazer sentido, tudo se perde, e caímos numa decadência quase infinita. Por vezes sou esse fantasma, que aos olhos de outrem não passo de um monstro, repleto de cicatrizes e falhas que me contornam o corpo, e, principalmente, a alma.
Talvez venha a recuperar, a erguer-me, a sair mais forte. Mas não será hoje. Nem amanhã. Será algures...