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E fui. E sou. Sem querer saber os meus ontens. É difícil crescer. Morreram esperanças e devaneios de infância, sonhos ingénuos e sem futuro. E mesmo sabendo que tudo tem um prazo de validade, há coisas que acabam por ficar entranhadas cá dentro, talvez até para sempre. Ainda assim, sei que um dia terei de refazer as malas, forçar as antigas memórias e os novos sonhos dentro delas. Direi adeus, e despedir-me-ei com um beijo. De bom dia, boa noite, bom fim. Bom recomeço. Um dia terei de dizer.
Eu, feliz.
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