sexta-feira, 29 de julho de 2011

Palavras Soltas



Fala comigo através do som do vento...
Traz nele um murmúrio...
Sussurra uma palavra, um saber de ti...
Ou então não digas nada...
Mas deixa-me ouvir-te...
Deixa-me ouvir o teu silêncio...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Pathways



O amor é uma união subtil entre conhecidos... Aprender a conhecer com o tempo, mas a amar desde o primeiro dia em que se cruzam... Estas coisas não se explicam, ou eu não as sei explicar.... Não passamos de parcelas dentro de um universo sem controlo... De pequenas parcelas...
O teu destino é partir. O meu é ficar...

sábado, 23 de julho de 2011

Um Dia



E chegou a noite, e chegou o dia, e chegou a noite depois do dia...
E a espera, a contínua espera como se a manhã nunca me fosse atingir...
A espera sem dar pelas horas, pelos risos que passam lá fora, pelas manhãs de serenidade e de paz na alma...
Nada disso se vê ou sente....
Um dia, algures num tempo, quem sabe perdido, haverá de ser manhã...
E, um dia, um dia de manhã, um dia num tempo que deixou de existir, que não se adivinha noite ou dia, um dia, abro os olhos e sorrio...
Quem sabe, um dia...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Days



Não fazem sentido...
Não têm teias que me prendam nos braços...
Não têm cara de gente. Não as caras que sonho...
Não têm mais que um sonho ou dois...
Não têm nada e, contudo, são tudo. O meu tudo...
São o abrigo...
São a paz que procuro...
São o desembaraço de algo irredutível. A inércia das palavras...
São os meus dias, meus...
E enquanto os lembrar continuo a ser eu...
Como durante anos fui, embora ninguém o perceba...

domingo, 17 de julho de 2011

Números



Há dias e dias...
Há dias tortuosos e dias de sorrisos, dias de sonhos e dias de pesadelos...
Há dias de desencanto e dias de encanto, dias de chuva e dias de sol...
Há dias difíceis e dias fáceis, dias de muito calor ou muito frio...
E, há dias que são apenas dias...
No entanto, não deixam de ser 365 para toda a gente...

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Broken Words



São palavras, palavras que se fundem em mim como um mundo de pensamentos que me seguem, colidem comigo, uma névoa de emoções que me envolvem e à qual me ligo...
São risos de gente que não conheço, mas que habitam um local que nunca esqueço, são algum tanto de vida que não vivi e sinto no mais entranhado de mim...
São vozes que escuto ao esvoaçarem no ar, cravadas na pele, no coração a falar, que respiram sem fim todo o meu respirar, dão cor e sentidos à imensidão do meu mar...
São palavras, apenas palavras... A história de todos, a história de mim...

segunda-feira, 11 de julho de 2011

EVOLution



Sempre pensei que o amor fosse dar... E então vi pessoas a abdicar de amizades pelo amor, a dar tudo até ficarem sem nada...
Agora, consigo ver que o amor é levar... Leva tempo, leva controlo, leva coragem, leva-nos o folgo, leva-nos a lugares onde nunca conseguimos ir em missões a solo...

O amor é um jogo simples. Ganhas quando te deixares de importar com isso...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Desenhos



Antes, existiu um tempo no qual os meus olhos desenhavam sonhos e sorrisos...
Durou pouco...
Ainda assim, habituei-me a essa embalada cadência e construí Mundos...

Hoje, não os vejo...
Já não trago sorrisos nem sonhos...
No lugar deles, desenho silêncios...
Ainda assim, todo o tempo é meu.

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Significado do Mundo



Chega uma certa idade em que aprendemos a caminhar numa festa cheia de gente sem pisar os pés de alguém... Em que o corpo luta contra mente, e a mente luta contra a alma, e a alma luta contra o Mundo na tentativa de o desvendar... O Mundo gira tão depressa que tudo aquilo que eu posso fazer é atira-lhe palavras, na esperança que elas se tornem imagens que eu perceba...

sábado, 2 de julho de 2011

ReStart



Todos nós ensinamos e aprendemos por existirmos ou termos existido na vida de alguém.
Tudo acontece por um motivo. Nunca por um acaso, até porque acasos não existem.
Não existem acasos nem solidão.
A solidão é um mito criado por quem tem medo de estar apenas consigo próprio e navegar naquilo que de mais profundo existe dentro de si.
Muitas vezes isolo-me, mas isso não significa que me embrenhe em solidão.
Isolado, mergulho em mim.
Quebradas as primeiras barreiras é aqui que me sento e escuto.
Escuto as palavras ditas e por dizer, saboreio os lugares que me proporcionaram viver, as vozes baixinhas que ouvi e as que não ouvi e me fizeram sorrir e sonhar.
Mesmo só, vivo tudo isso dentro de mim. Cheio por dentro, mais acompanhado do que nunca por tudo aquilo que vivi e por tudo o que ainda há-de vir.