terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Fome de Lobo
domingo, 20 de dezembro de 2020
Tinta Permanente
sexta-feira, 11 de dezembro de 2020
Eye Contact
Olho-te nos olhos e minto-te, na ânsia que um dia me consideres digno de ti. Que aches que também eu fui dotado de um bocadinho da perfeição dos teus genes. Faço da minha vida um conto idílico e tento que não descubras que não sorrio porque não olhas para mim como olhas para outro.
Olho-te nos olhos enquanto me convenço que um dia todo este suplício terá um fim, que um dia não terei de fingir ser um clone e serei aceite à mesma nessa sala. Projeto no futuro o dia em que entrarei pela porta com os pés encharcados, o cabelo despenteado, a tremer de frio, com a expressão de que nada correu bem, e terei à minha espera um abraço e um beijo teu, e é esse pensamento que me dá alento.
Olho-te nos olhos na esperança que um dia gostes de mim.
terça-feira, 1 de dezembro de 2020
Full Moon
Mas esta noite, quero-me juntar a ti, quero-me encolher no teu sofá e recostar o teu corpo ao meu com um abraço apertado. Depois vamos falar os dois, com a lua e as estrelas, e o nosso chilrear, será uma melodia cega. Esta noite, queria dar-te um abraço, com sabor a lua cheia.
domingo, 22 de novembro de 2020
4 Estações
É que nas nossas estações, há sempre alturas em que as nossas folhas caem, escurecem. Perdemos todas as nossas folhas e os ramos ficam secos, demasiado frágeis e vulneráveis a mãos alheias. Enquanto isso, tornámo-nos pessoas diferentes, estranhas, frias. Gelámos por dentro, sucumbimos em ventos e chuva que ninguém parece notar. Tornámo-nos tempestades de nós mesmos, chegámos ao mais fundo, descarrilámos. Mudámos a direção do comboio e desviámos a próxima paragem.
Então renascemos. Renascemos porque entendemos que precisamos renascer, refazer-nos por dentro. Deixar que a nossa vida volte a florir. Voltámos a encarar a vida de olhos abertos e força renovada. Voltámos a sorrir, descobrimos que em nós também há música. Sentimo-nos quentes por dentro, de olhos brilhantes e sorrisos rasgados. Despidos de quem fomos, vestimo-nos de roupas leves.
Então, enfim, chegámos à estação pretendida. O comboio pára. Saímos. À nossa espera, encontrámos as nossas pessoas, aquelas que saberíamos que estariam lá. Que estão sempre lá, em todas as nossas quatro estações. Pessoas para a vida inteira.
sexta-feira, 13 de novembro de 2020
Free Hugs
As pessoas passam a correr na nossa vida. Mas os olhares vão recordar sempre todas as passagens. A recordação é lenta. A tristeza é feroz. A saudade teima em não passar.
Mentalidades idênticas, futuros cruzados, luas à espera de brilhar. São poucos os que entendem um olhar que pede um abraço, e ainda menos aqueles que retribuem com tudo o que têm para dar.
quarta-feira, 4 de novembro de 2020
Hardness
Mas o que mais custa a alguém é saber que continua a ter de negar isso perante outra pessoa, o que mais custa a alguém agora é ter consciência de que deseja como nunca e saber que não pode fazer nada porque essa pessoa não está livre para conquistas. Portanto, resta-lhe continuar a viver na dor de um amor escondido e protegido, e esperar que ele se desvaneça para o explicar. Se algum dia ele se desvanecer.
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Esboço
sábado, 17 de outubro de 2020
Emoções Paradas
Sabes viver contida nesse teu mundo obscuro e negas todas as obscenidades que te perfuram o pensamento. Viver abatida, acanhada e pouco intrometida é deitar fora todas as oportunidades que a vida te dá. Ela generosa, tu pouco consciente dos teus atos antipáticos. Viver a vida não consiste no desprezo contido em cada ato. É usufruir de tudo aquilo que te faz viver bem. O passado fica para trás, porém, é o motor que faz com que a nossa vida ande para a frente, ou fique literalmente parada no tempo.
sexta-feira, 9 de outubro de 2020
Voltar
Com o copo alto e frio entre as mãos, a minha mente divaga a uma velocidade alucinante. Levo o copo aos lábios e beberico. Momentos como este despertam-me os sentidos. Saboreio mais, ouço mais e vejo mais. Chego mesmo a sentir mais. Internamente, é claro. Abstraio-me do mundo. Esqueço-me que a Terra gira 24 sob 24 horas. E então deixo a mente voar. E como ela voa! Recostei-me na cadeira e aqueci as mãos nas calças de ganga escura. Senti no ar um cheiro familiar. Sorri e deixei-me embalar pelas memórias.
quarta-feira, 30 de setembro de 2020
Sopa de Letras
Eu, não sou, um escritor. Sou apenas uma pessoa, sem coração, que o enche de palavras, faz com que ganhe forma e personalidade, sem realmente ele existir. São faíscas que o ligam. O amor, é só mais uma forma de o pôr a trabalhar. Deixo-o viver nos prados do fundo da casa. Faço-o ser assim. Existe, mas desabita deste mundo real. Como invento sentimentos, são apenas esses que ele sente.
Eu não sou apenas um escritor...
domingo, 20 de setembro de 2020
Amarrados
Atormenta-me o futuro e incomoda-me o presente, mas, enquanto estiver no passado, acorrentam-se-me os pés num caminho já por ti esborratado.
quinta-feira, 10 de setembro de 2020
Palavras Vazias
Tu sabes que eu tinha dito que não ia embora, no entanto, tudo o que consegues pensar, é se não haverá um dia em que eventualmente encontras uma outra casa, talvez uma que te faça melhor que eu. Já te disseram que as promessas são feitas apenas para nos encher o coração mas, se não acreditarmos nelas como sobrevivemos nós ao vazio?
domingo, 30 de agosto de 2020
Continuo à Espera
quarta-feira, 19 de agosto de 2020
Wounds
sábado, 8 de agosto de 2020
CopyRight
É que, sabes, no primeiro instante que olhei para ti, apercebi-me que já nada me doía. Tu já não me doías. É irónico isto das histórias que escrevo, no exato momento em que percebi que não dava, que embora não te tenha deixado partir, já não aceito um retorno, tu quiseste prolongar a história.
Lamento, desta vez a história é só minha e eu não partilho os direitos de autor.
terça-feira, 28 de julho de 2020
Encaixotar
Não era eu que não te sabia falar, eras tu que não merecias as minhas palavras. A dor é uma lição que eu nunca quis aprender.
sexta-feira, 17 de julho de 2020
Forgiveness
Diferentes tipos de pessoas. Há aquelas que não admitem falhas e não perdoam. Há aquelas que guardam rancor. Há aquelas que são tão fracas que choram e perdem porque têm medo. Há aquelas que dão oportunidades, atrás de oportunidades. Há aquelas que sabem bem o que querem, sabem perdoar mas também sabem quem são, o que são e o que merecem e não merecem.
No meu caso em particular, se perdoo? O que é perdoar? É esquecer? Não esqueço. É guardar rancor? Não guardo. Independentemente da pessoa. Acho que é preciso tempo. O tempo acalma a tempestade. É uma linha ténue entre o dar parte fraca e o ser orgulhoso. Grandes são aqueles que a têm bem definida. Posso dizer-vos que o que magoou lá atrás não magoa agora. O que isso significa? Que as pessoas que magoaram antes, têm oportunidades. Acho que isso faz toda a diferença. Às vezes o mau passa. Às vezes o bom fica. Às vezes. E a lição é aprendida.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
Um - FairyTales
Vou escolher a dedo, uma pequena estrela do céu. Colocá-la debaixo da tua almofada e esperar que venha a fada das estrelas e te dê o sorriso mais bonito do mundo. Em vez de dinheiro, como acontece com todos os dentes que colocas debaixo da almofada, para que a fada dos dentes, venha à noite quando à noite já dormes, e os troque por moedas de ouro. Não irá faltar um dia, que não me mostres o teu sorriso.
quinta-feira, 25 de junho de 2020
Mala de Porão
domingo, 14 de junho de 2020
Queimaduras
quarta-feira, 3 de junho de 2020
Diário do Mundo
Às vezes pensamos que nada vale a pena. Temos o cérebro programado e todos os instintos ajudam-no a pensar que na vida tudo é fracasso e as raras exceções são o nosso auge de felicidade. Pensava assim. Ligava-te porque achava que me dava forças para enfrentar o resto do tempo até à vez seguinte. Por mim dormia contigo e não saía mais da cama até me expulsares, mas foste tu que me ensinaste a interpretar regras e a cumpri-las sem desdém. Achava que sabia ler o teu coração e isso fazia com que me apaixonasse cada vez mais por ti. Achava que da tua boca era incapaz de sair qualquer palavra para me difamar. Achava que os teus olhos que me percorriam o corpo eram bons demais para que um dia fizessem os meus chorar. Infelizmente, está escrito no diário do mundo que as desilusões surgem em cenários como estes. O que poderia fazer mais?
terça-feira, 26 de maio de 2020
Postcards
domingo, 17 de maio de 2020
Construir Castelos
Esse sorriso, esse sorriso que me beija o coração palpitante, senhor que me mostra que tudo é tão maior. Olha para isto, para aquilo, para hoje, para amanhã, para sempre... é tudo tão pouco para nós.
Fica comigo, fica. Vejo tanta dor nesses olhos. Continuas a cair. Deixa-me ser aquele que te abraça o coração. Dá-me a mão. Passear contigo de mão dada seria o mesmo que construir um castelo só com uma mão.
sábado, 9 de maio de 2020
Interrogatório
quarta-feira, 29 de abril de 2020
Como Água no Deserto
Tempo de vida que perdi. E perdi-o porque não sorri. Ou não tanto quanto devia. Não brinquei, não descansei, não me diverti, não fui eu. Ou então fui mais eu.
Mas tudo faz parte. Até dias como hoje. Dias em que se chora, se desespera. Em que se quer desistir. Em que se põe em causa um sonho, uma vida, esforço e trabalho que vemos mandado ao ar como se fossem confettis. A verdade é que isso aconteceu. em que fui eu e o meu eu é frágil e também se desfaz. Também sofre e também desespera. Finais que assustam, por norma. Mas, este sabe a água no meio de um deserto. E anseio por ele. Porque no final de contas não posso esperar nada dos outros, quando os outros esperam tudo de mim.
domingo, 19 de abril de 2020
Ensurdecedor
Hoje deixa-me ficar contigo silêncio. Eu, um débil humano, quero percorrer esta noite o caminho do silêncio. eu que sou tão débil por ser humano procuro a grandiosidade do silêncio, porque descobri que no silêncio, posso esperar que me digas tudo o que tenho para escutar no nada que posso ouvir. Vem silêncio, porque esta noite eu preciso de gotejar a minha alma e preciso da tua grandiosidade para me limpar desta sujidade. Choro gotas sujas. Tão sujas como o que corrompe o silêncio. O silêncio é o único que não pode minar a verdade, porque não diz nada. E eu hoje não quero saber nada, nada mais do que este silêncio.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Apelo
Escondam-se, protejam-se, continuem desconhecidos, permaneçam nas sombras. Pois os melhores escritores só serão reconhecidos depois de mortos. Eu não escrevo para ser escritor. Mas, no fim, espero tê-lo conseguido ser.
segunda-feira, 30 de março de 2020
60 Segundos
Às vezes as palavras não passam disso mesmo: um vazio que pretende representar um todo. São mentira. Por vezes é preferível o silêncio. E a verdade.
sexta-feira, 20 de março de 2020
Tapete Rolante
terça-feira, 10 de março de 2020
Encarar de Frente
Eu gostava de fugir. Não de fugir dos problemas, mas, pelo menos ficar de lado quando eles estiverem a vir na minha direção. Sei bem que terei de os enfrentar algum dia. Porque se os deixar passar, estes, irão estar constantemente nos meus ombros, até que eu, decida enfrentar esses medos, esses futuros incertos e estranhos e assim lhes sorria, depois de lhes ter dado o primeiro murro.
Irá correr tudo bem. Até lá, o tempo só saberá soprar num só sentido. E no fim, ainda quero acreditar que sairei a sorrir.
sábado, 29 de fevereiro de 2020
Pesadelos
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Another Brick in the Wall
Voltei a escrever depois de muito tempo de ausência. Tirei o sangue que derramei um dia em lágrimas por ti. Muitas vezes me desiludi, muitas vezes foste o que eu menos queria, tanto que um dia perdi a imensa vontade que outrora tinha de te agarrar. E senti-me na necessidade de me refugiar, porque tudo o que diria iria parecer em vão. Criei uma muralha em torno do meu coração e não deixava ninguém entrar. Depois de tanto tempo fechado, tentei trepá-la e magoei-me em todas as farpas que as tábuas que fazia de escada portavam, encostado do lado de dentro daquela pedra fria, sem saber quem estaria do outro lado. Encostei a minha mão procurando a de alguém e ela não apareceu. Não há um fundo de uma porta, é um pedaço de pedra, um muro oval e tão cruel. Estou cá dentro e preferi ficar cá dentro. E fiz de mim um prisioneiro sem paredes. Foste embora e dessa forma impedi que levasses o meu coração contigo. E fui ficando, porque aquilo que me fazia querer sair sempre foi sendo mais fraco do que aquilo que me fazia ficar. Sempre foste o peso máximo na minha balança, o meu coração inclinava-se sempre para ti. Tinha visto em ti aquilo que outrora não tinha visto em mais ninguém. Mas no final, foi um erro, um erro ortográfico tão grande na escrita do meu coração. Mas, com o tempo, fui construindo as ferramentas necessárias para me ajudar a sair, derrubei os muros, as pedras frias ficaram no chão e o meu coração começou a sentir o calor novamente.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2020
Valentins
Não é a indiferença que me dói, mas sim a diferença com que me tratas. Mas isto acaba por ser redundante, a diferença na indiferença.
Quando se dá uma especial atenção ao dia dos namorados, é sinal de que o amor acabou.
sexta-feira, 31 de janeiro de 2020
Guerreiro
segunda-feira, 20 de janeiro de 2020
Ticking Clocks
sexta-feira, 10 de janeiro de 2020
Segredo Bem Guardado

Subscrever:
Mensagens (Atom)